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Posts Tagged ‘cinema’

Em quantas realidades se multiplica um único instante? Com quantos movimentos se recria um sentimento? Com quantas cores se compõe uma estética? Com quantos silêncios se conta uma história? Nestas e além dessas perguntas, belas construções cinematográficas como Pina, de Wim Wenders, ganham forma e expressão, e tornam-se capazes de atingir a sensibilidade de quem vê, escuta e, mesmo imóvel, se movimenta diante da tela de cinema.

Em uma homenagem à dançarina e coreógrafa alemã, Pina Bausch, o cineasta alemão dá voz à companhia de dança formada por Pina e seus bailarinos mais próximos e vai recompondo nos quadros da montagem cinematográfica toda uma rede de memórias, silêncios e momentos, vindos de pessoas diferentes, de diferentes locais do mundo, de homens e mulheres que dançam, atravessados pela figura do instante.

Instante é uma palavra que tangenciaria a essência de um filme como Pina. Instante onde o tempo de fato existe, instante de saudade e memória, instante em que um movimento deixa de ser um para já se converter em outro, instante em que as cores se harmonizam diante de terra, água, fogo e ar, em outras palavras, o instante da arte.

O filme Pina emociona não só pela qualidade estética, reflexo da própria beleza estética da dança, como também pela carga de história e sonho que carrega. Na história recontada podem-se ver as afinidades entre coreógrafo e bailarino, entre emoção e movimento, entre a arte e o homem, afinidades que Pina soube perceber e traduzir para sua dança e que ela também soube construir quando via mais dos seus bailarinos do que eles mesmos viam de si.

As coreografias montadas pela alemã que integram o filme de Wenders são essenciais por deixarem transparecer não só esta afinidade, mas justamente o tônus de sua arte. Uma arte precisa, rígida, mas também livre, uma arte capaz de jogar terra sobre o homem, para depois entrar dentro dele expulsando de seu interior as barreiras de sua timidez, espelhando toda a dualidade de sua alma. Uma arte que resiste, como resiste o abraço que tão logo desfeito volta a se buscar, de forma cada vez mais frenética e automática.

Portanto, se o homem é resistente, ele também pode sucumbir ao condicionamento de sua memória, de suas emoções. Por isso a trajetória humana nunca é fácil. Várias são as cadeiras no meio da sala, e várias as paredes onde podemos deslizar feito lagartixas, baratas, ou sombras.

Poetizando o espaço urbano, devassando os interiores, as coreografias de Pina abrem margem para infinitas interpretações. E delas não se sai facilmente. Sempre haverá uma nova por trás da antiga, uma afirmação ou negação de si mesmo, porque a arte de Pina é acima de tudo múltipla. Diversas são as cores, os compassos, as melodias e os movimentos. Diversos são os rostos e as histórias reunidos em uma mesma construção poética.

E se Pina constrói seu sonho de dança, Win Wenders reconstrói a dança no cinema em uma infinidade de metalinguagens. Primeiro a dança fala e relembra a própria dança, depois, o cinema pretender transpor os limites do próprio cinema quando a sala de cinema onde nós estamos aos poucos vai se convertendo no auditório da tela onde se passam as coreografias de dança dentro do filme. Tem-se a impressão de ver as apresentações ao vivo, principalmente no espectro das três dimensões.

E é vendo, participando, que, de quadro a quadro, de movimento a movimento, de memória em memória, o instante se faz pleno tanto em filme como em dança diante do espectador. O trem suspenso de Wuppertal insiste em correr, até as mais grandiosas paisagens insistem em sorrateiramente mudar, mas sempre haverá alguém dançando dentro deles ou sobre eles, materializando o instante do movimento, da cor, o instante em que a água se suspende e paira no ar, em que o corpo voa.

Esse instante inerente à dança parece ser também a grande aposta deste singular filme de Wim Wenders, por isso seus quadros imóveis são tão bonitos, e vem também para nos lembrar que se a vida de fato se parece com o cotidiano frenético de uma grande cidade, e que, como um trem suspenso, não pode parar, nela reside a exceção da arte que assimila o instante, quando mesmo nossa memória e seus espaços nos são fugitivos.

Por isso, “dancem, dancem, ou estamos perdidos”.

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Assista a um trecho do filme Moscou, de Eduardo Coutinho que, basicamente, registra a montagem da peça As Três Irmãs, de Anton Tchekov, sob a direção de Enrique Diaz. A peça tem como enredo central um drama protagonizado pelas três irmãs que sonham em voltar para Moscou, cidade de onde guardam momentos de uma infância feliz.

O filme de Coutinho tem espaço para a realidade e a para a representação, as fronteiras entre esses dois campos da experiência humana se fazem tênues, trata-se de realidade, mas, ao mesmo tempo, tudo não passa de uma representação.
Esses diálogos que ele faz ao longo do filme entre o real e a ficção aliados ao bom desempenho dos atores do grupo teatral e à ótima qualidade do texto de Tchekov têm tudo para fazer do filme mais um grande sucesso do diretor.

Vi no site da Bravo

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Akira Kurosawa (1919-1998) é um cineasta japonês que possui uma obra cinematográfica imensa e de excepcional qualidade, ele é brilhante do ponto de vista estético e extremamente criativo em filmes que vão do gênero épico e lírico, histórico e contemporâneo até o realista e fantástico. Possui uma característica rara em muitos cineastas: a de saber refletir, na medida certa, sem sentimentalismos superficiais ou exageros que acabam resvalando no terreno do ridículo, os dramas mais comuns e sutis da existência humana. Kurosawa cede gentilmente um espaço quase divino em sua obra para que questões relativas à vida, ao sofrimento, à solidão e à morte sejam discutidas por meio de uma estética inteligente, algumas vezes, belíssima, outras, sombria, mas sempre enriquecedora do ponto de vista humano e existencial.
Em um de seus filmes mais recentes, Sonhos, “Yume” em japonês (1990), Kurosawa rompe com diversos modelos e paradigmas do fazer cinematográfico e mergulha de forma fantástica e ousada no espectro da morte. Uma das inovações e originalidades mais marcantes do filme está na construção da narrativa. Esta se dá de forma enviesada, não linear, há uma diluição do próprio tempo, o que existe são instantes recolhidos e reunidos que compõem uma metalinguagem fascinante com a própria linguagem e natureza dos sonhos. São oito episódios reproduzidos apenas na lógica sensitiva do sonho. Este também não conhece tempo, apenas existe na nossa mente como uma voz que salta e uma imagem que aflora do inconsciente, produto direto de nossos medos, culpas, desejos e projetos de felicidade. Nada melhor do que construir uma narrativa diluída, sem preocupação com passado, presente e futuro para falar de sonhos, nada mais apropriado e sugestivo e aí estão os detalhes que fazem com que um filme não seja apenas um mero relato da realidade, mas uma ampliação e reflexão sobre ela, de modo que se rompa todos os limiares e subverta-se todos os princípios da arte cinematográfica em busca de algo humano e denso.
Dentre os oito episódios que compõem o filme Sonhos, em três deles há elementos estéticos e vozes que formam um discurso entremeado e recortado por elementos que fazem referência à morte. São frestas da narrativa, dos ângulos, dos diálogos, do próprio roteiro pelas quais a morte se faz perceber, ainda que não tão claramente.
No episódio “Corvos”, Kurosawa nos convida a inverter a lógica da contemplação de uma obra de arte, se o movimento mais comum que fazemos ao olhar uma pintura é trazê-la para dentro de nós, de nossas referências e conhecimentos anteriores, o cineasta propõe que se faça o caminho inverso da contemplação, ao invés de trazermos a obra de arte para dentro de nossos referenciais somos nós que entramos dentro da obra de arte por meio da figura do personagem principal do filme e apreendemos novos ideais, novas formas de ver o mundo por meio da sensação de atravessar a textura da tela, caminhar pela espessura da tinta, inebriar-se com as cores e com o visual deslumbrante registrados a partir das cenas da natureza, nada mais onírico, lúdico e, ao mesmo tempo, fantástico.
São vários os elementos que dão forma à viagem do protagonista do filme pelas obras do pintor impressionista neerlandês Vincent Van Gogh. Alguns desses elementos fazem referência direta à ideia de morte. Na ocasião do encontro entre o protagonista e Van Gogh, a estética da luz faz referência ao passar do tempo, à proximidade da morte a cada instante, o sol se pondo no mesmo movimento em que Van Gogh sai do plano da cena transmite a ideia de fim, de diluição e brevidade das coisas. A própria fala de Van Gogh: “Preciso pintar enquanto há luz, não tenho tempo para ficar aqui conversando com o senhor”, tem relação direta com a efemeridade e com o sentido de todas as coisas no contexto de um caminhar certo em direção à morte. Por fim, a cena é tomada pelos corvos e forma-se a imagem do quadro de Van Gogh. O quadro não foi escolhido por acaso, por que este quadro e não outro? Talvez, a resposta esteja justamente nas referências que poderiam ser traçadas entre o contexto reproduzido neste quadro e a ideia de morte. Além dos corvos, a imagem do campo de trigo provoca, às vezes, uma espécie de vertigem, de repente, ela se parece com a imagem do infinito ou com o caminho percorrido em direção à morte e ao que nos aguarda depois dela. Em um olhar ainda mais ousado, seria como se Van Gogh ao transpor o enquadramento, transpusesse a linha que separa este mundo do outro, tudo isso complementado pela sensação de alucinação provocada pelo trigal e pelas sombras trazidas nas asas dos corvos fazendo com que a morte paire acima da paisagem, como ela de fato paira acima dos homens. Por fim, liquefazem-se os sentidos, a morte é apenas mais uma obra de arte.

No sentido primitivo da verdadeira obra de arte, Sonhos, de Kurosawa provoca uma espécie de êxtase, saída de si mesmo, uma catarse que se relaciona diretamente com a ideia de sublime marcada pelo extravasamento, pela força, inspiração, criatividade e elevação. Entre um silêncio e outro, ouve-se o eco da grandeza da alma.

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Dziga Vertov fazia cinema enquanto este ainda nem ganhara sua linguagem própria, o cineasta russo inaugurou um conceito e modelo de documentário baseado, acima de tudo, na realidade e na não intervenção ou manipulação desta. Segundo Vertov e a escola russa da qual ele pertencia (Kino Pravda, a do cinema-verdade), as cenas do real deveriam ser mostradas em seu estado puro, perpassadas sempre por um viés educacional. Os filmes de Dziga Vertov não eram feito para entreter e sim para fazer pensar, provocar reflexão, levar o homem à crítica de si mesmo e da sociedade na qual ele se insere. Um dos filmes mais famosos de Dziga Vertov é O Homem da Câmera (1929) no qual o cineasta, documentarista e jornalista mostra o cotidiano de cidades russas, principalmente Moscou. Esse filme antecipa muitas tendências a serem apropriadas por cineastas e documentaristas posteriores a ele, como a trucagem (fusão de imagens) ou a habilidade de montar, compor o real, visando conferir uma potência ideológica bastante forte para as imagens. O Homem da Câmera revela-se um filme extremamente agradável, denso, inteligente, crítico e capaz de proporcionar um imenso prazer estético. A criatividade e também o sabor poético da obra se fazem perceber em passagens como a fusão da lente da câmera ao olho humano, como se a lente fosse uma extensão deste, como se o real pudesse ser totalmente aprendido em sua crua realidade a partir das lentes do cinema. Em última instância, como se essa fosse a grande razão de ser do cinema!

Abaixo, trecho do filme O Homem da Câmera, de Dziga Vertov, por meio de suas cenas podemos viver a experiência única dos primeiros movimentos do cinema, movimentos ousados que mostram como a sétima arte de fato nasceu como documentário.

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O que dizer daquilo que se tem hoje, não se quer agora, quer se ver distante amanhã e, ao mesmo tempo, está revestido por um medo, uma falta, uma ausência tão farta quanto inútil. Algo que se tem, que se quer perder, e que se tem medo de sentir falta. Eis assim esta tal solidão. Estranho como a ausência de vozes, sons, gritos mudos e distantes fazem falta e chegam a enlouquecer a mente quando se ausentam por períodos demorados de tempo. O silêncio prolongado, depois que a alma cansa de dirigir-se a si mesma tão inutilmente, termina por deixar o corpo cansado, sem que se tenha saído do lugar, provoca dores no pescoço, nas pernas, nas costas, turva o pensamento, confunde os sentidos, no mesmo movimento em que, leva os sentidos a sua mais aguda e extasiante percepção. A voz quando de repente se solta, é tímida e estranha a si mesmo, distante, fantasmagórica, até as lembranças se perdem cansadas, embaçadas, juntam-se a um amontoado de restos despedaçados, em uns mais, em outros menos…

E o labirinto é extenso, não há como sair dele, sobretudo não há o que fazer, as alucinações se repetem, agigantam-se, a falta de tudo se faz imensa, multiplicada em proporções bem maiores, juntamente com o real tudo se faz profundamente irritante. A espera é interminável e torna-se insuportável nos dias quentes de sol, quando tudo lá fora é lindo e tudo lá dentro é cinza, abafado e pobre. Mas se sairmos, a multidão nos esmaga, os olhares nos estilhaçam, a diluição do tempo, das imagens, da lógica, a fruição do tempo, o anestesiamento dos sentidos, nos faz mais malucos do que quando encerrados na nossa prisão de cada dia. O mundo atual e suas grandiosidades falhas fere. Estão todos correndo, desesperados, afoitos, amedrontados, estão todos ansiosos por viver, consumir, consumir-se, deteriorar-se, estagnar-se, inchar-se sem nutrir-se. O mundo está alvoroçado, desesperado, frenético e vazio, tremendamente perdido, iludindo-se com multidões de pessoas e objetos, buscando encontrar-se dentro do seu próprio vazio, e assim, enfeitam cada vez mais sua gaiola dourada, enfastiam-se dela, mas se saírem são engolidos pelo bichos que espreitam do lado de fora dela, a gaiola pode ser um quarto, um longo edifício, uma cidade a perder-se de vista, pode ser do tamanho do corpo, um pouco mais, um pouco menos…
Sobretudo há um cansaço, tédio irresoluto de tudo que ainda passa despercebido nas almas de muitos, mas não demorará demasiado para vir à tona, basta perceber que tudo isso é um completo caos sem sentido, que toda espera torna-se longa e ressecada, que todo sentimento grande e verdadeiro demais é anulado ou pisoteado por outro extremamente medíocre e embalado por uma casmurrice que se supõe altiva e superior, mas termina rastejante e pálida.
Enfim, sinto como se o mundo estivesse perdido nas raias da contemporaneidade, afogando-se nesta onda de coisas e mais coisas sem sentido, perdendo a essência, a plenitude, a beleza de um verso, de uma tela com cor e ritmo. São muitas janelas, tantos pequenos buracos, empilhando histórias e mais histórias, cada buraco tem uma história, cada história um buraco…
Se a solidão de dentro enlouquece, o vazio de fora entontece e massacra. Antes a loucura da solidão, ao caminhar sem rumo encravado no seio de tantas e estranhas multidões, sozinhas, perdidas no que fizeram delas seus desejos, nos desejos que elas fizeram…
A alma está profundamente confusa e cansada, presa em sua gaiola dourada, tentando escapar dela, esperando do outro o que não vem dela mesma, mas um dia se desprenderá, voará livre e longamente, entrará na paz de um deserto de formas parecidas e será invadida pela claridade crepuscular do sol que mergulha delicadamente na linha do horizonte. Um dia, em sonhos que seja, serão ditas frases, de um jeito e com um significado, que vai além das palavras, além, um pouco mais, um pouco menos…

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Cena do filme À Deriva, do diretor Heitor Dhalia

A segunda edição do Festival Paulínia de Cinema ocorre entre os dias 9 e 16 de julho e traz em sua programação filmes rodados na cidade em 2008 como “O Contador de Histórias” de Luiz Villaça. Ao longo do Festival serão exibidos 24 filmes, 12 longas e 12 curta-metragens. A abertura do festival, somente para convidados, ocorre nesta quinta-feira (9/07) e terá a exibição do filme À Deriva de Heitor Dhalia, revelado ao público pela primeira vez na mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes de 2009. Tempos de Paz, longa de Daniel Filho encerrará o evento no dia 16 de julho. A abertura do Festival terá como mestres de cerimônia o ator Lázaro Ramos e a jornalista e atriz Marília Gabriela.

Confira a programação completa do II Festival Paulínia de Cinema:

Mostra Competitiva
Dia 10/7 (sexta-feira)
18h – Morte Corporation, curta regional de Leo Castillo
18h15 – Caro Francis, documentário longa-metragem de Nelson Hoineff
20h – Vida Vertiginosa, curta-metragem de Luiz Carlos Lacerda
20h15 – O Contador de Histórias, longa de Luiz Villaça

Dia 11/7 (sábado)
18h – Prós e Contras, curta regional de Pedro Struchi
18h15 – Mamonas, o Doc, longa documentário de Cláudio Kahns
20h – Relicário, curta-metragem de Rafael Gomes
20h15 – Destino, longa de Moacir Goes

Dia 12/7 (domingo)

18h – Quem Será Katlyn? , curta regional de Caue Nunes
18h15 – Sentido à Flor da Pele, documentário de Evaldo Mocarzel
20h – Doce Amargo, curta-metragem de Rafael Primot
20h15 – Quanto Dura o Amor? , longa de Roberto Moreira

Dia 13/7 (terça-feira)
18h – Spectaculum, curta regional de Juliano Luccas
18h15 – Moscou, longa documentário de Eduardo Coutinho
20h – Milímetros, curta-metragem de Érico Rassi
20h15 – No Meu Lugar, longa de Eduardo Valente

Dia 14/7 (quarta-feira)
18h – A Máquina do Tempo, curta regional de Marcos Craveiro
18h15 – Só dez por cento é Mentira, longa documentário de Pedro Cesar
20h – Nesta Data Querida, curta-metragem de Julia Rezende
20h15 – Olhos Azuis , de José Joffily

Dia 15/7 (quinta-feira)
18h – Capoeira, curta regional de Matheus Oliveira
18h15 – Herbert de Perto, longa documentário de Roberto Berliner e Pedro Bronz
20h – Timing, curta-metragem de Amir Admoni
20h15 – Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo

Dia 16/7 (sexta-feira)
20h – Entrega dos prêmios de curta-metragem
20h30 – Homenagem ao diretor Daniel Filho
20h45 – Tempo de Paz, de Daniel Filho
22h – Entrega dos prêmios de longa-metragem
23h – Show da banda Paralamas do Sucesso

Mostras Paralelas
Dia 10/7 (sexta-feira)
16h – A Mulher Invisível, de Cláudio Torres

Dia 11/7 (sábado)
16h – Divã, de José Alvarenga Jr.

Dia 12/7 (domingo)
16h – O Menino da Porteira, Jeremias Moreira

Dia 13/7 (terça-feira)
16h – Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas

Dia 14/7 (quarta-feira)
16h – Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

Dia 15/7 (quinta-feira)
16h – Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho

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