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Posts Tagged ‘Vik Muniz’

‘VIK’

Exposição com 131 obras no MASP é a maior já dedicada ao artista. Depois de passar pelos EUA, Canadá e México, a exposição ‘VIK’ chega ao Brasil no momento em que o fotógrafo Vik Muniz atinge o ápice de seu reconhecimento. Vik Muniz é um artista brasileiro, de renome internacional, que utiliza a fotografia como instrumento básico para ir em direção a uma arte que mistura ilusão e realidade, a aparência comum com a essência inusitada. Ele fotografa seus trabalhos, realizados a partir de técnicas variadas.
Há algum tempo escrevi neste meu espaço sobre um artista que me fascinou, apenas por fotos de seu trabalho que vi pela internet. Quando escrevi, já previa que seu trabalho visto pessoalmente deveria ser de todo maravilhoso e delirante, mas não pensava que fosse tanto. Vik me surpreendeu quando o vi de perto e mais ainda quando o vi de longe. A exposição de suas obras no MASP está de fazer fugir as palavras de tão bela, reúne muito de Vik Muniz e sua arte. As obras do fotógrafo estão agrupadas nas várias partes que compõem a exposição, o que permite ao visitante entender cada fase de Vik, bem como o que esteve por trás de cada um de seus trabalhos. Para avivar as vontades e despertar a curiosidade em ver de perto esses incríveis trabalhos, seguem abaixo algumas informações de cada uma das partes da exposição ‘VIK’, que pode ser vista no MASP até o dia 12 de julho.

O melhor de Life
Esta é a fase inicial da carreira de Vik Muniz. Sua formação sofreu forte influência da coleção de fotografias da revista Life, que ele reproduzia em desenhos e fotografava depois de perder algumas de suas páginas. Neste episódio, podemos perceber o quanto o que vemos se baseia no que já conhecemos

Desenhos com linhas
Esta parte da exposição mostra obras fotografadas que Vik realizou utilizando linhas, isso mesmo, linhas. O fotógrafo tem mesmo esse poder e essa sensibilidade técnica e estética de transformar o que parece trivial no cotidiano em um elemento de uma obra de arte, um condutor da percepção e do delírio de quem olha para, em seguida, olhar de novo. Nos desenhos com linhas, Vik trabalha com as noções de próximo e distante. Para dar a ideia de proximidade ele utiliza mais linhas e para promover o distanciamento ele utiliza menos linhas em uma técnica baseada no corte em camadas. O efeito é surpreendente e tocante.

Duas Vacas
O bom humor de Vik se faz presente em algumas obras como Duas Vacas. Nesta, em um primeiro momento, existe apenas uma vaca. Quem olha pergunta-se atônito, mas onde está a outra? Olhando mais uma vez se descobre a segunda vaca disfarçada como uma pinta, dentro da primeira. Aqui já percebemos como Vik Muniz é um artista de dois momentos. Suas obras são para serem vistas e entendidas em dois momentos distintos. No primeiro, nossos olhos nos enganam, nossa mente é equivocada. No segundo ficamos mais cuidadosos, vemos e reparamos, e quando reparamos ao olhar, entendemos o que Vik realmente quer representar. São dois instantes, duas percepções para uma só plenitude artística.

Equivalentes
Nesta série há um espetáculo à parte de forma, criatividade, espontaneidade e graça, onde nos é revelado o hábito de achar formas nas nuvens, cultivado por Vik. A partir daí, o fotógrafo decide utilizar o algodão como nuvem e brinca com o pedaço branco, dando a ele formas variadas. O pedaço de algodão vira gato, duas mãos unidas e tudo aquilo que a imaginação inventar. A participação ativa do observador na interpretação do que ele vê fica clara nesta série de obras. É interessante perceber também que quando se vê o algodão perde-se a nuvem e os objetos e quando se vê a nuvem perdem-se os outros dois aspectos.
Instala-se a confusão preferida de Vik entre imagem, ideia e realidade.

Mônadas
As mônadas são partículas invisíveis que constituem a essência de todas as coisas. Vik utiliza esse conceito para compor fotografias onde as partes se refletem no todo, onde o todo é a parte, onde não se sabe mais o que é todo e o que é parte. Tudo se confunde e tudo se torna claro no espaço de dois olhares, no instante da percepção.

Esculturas
Vik diz que começou sua carreira como escultor, mas quando fotografava suas esculturas para documentá-las viu que era das imagens que ele gostava. Para ele, a foto era mais interessante que a escultura. Vik produziu 52 esculturas a partir de um único bloco de pastilha branca e depois de fotografá-las as esculturas eram destruídas e só sobravam as fotos.

Arame
Esta série mostra imagens onde duas leituras são possíveis. Vik trabalha com os conceitos de material e imagem e faz com que o arame se confunda com o traçado do lápis, com a linha do desenho. Quando olhamos pela primeira vez vemos um traçado feito a lápis, mas, no segundo olhar, olhamos melhor e o arame revela-se nas linhas do desenho, inacreditável, criativo, sensacional. Os desenhos com arame mostram como a pior ilusão possível é aquela que ainda pode enganar o observador, mas apenas por um momento. O arame desenha um balanço, uma torneira, uma lâmpada, uma cama, algumas roupas no varal, um papel higiênico e o que mais Vik resignificar.

Açúcar
Esta série de obras revela toda sensibilidade e percepção social de Vik Muniz que se repetirá lindamente em diversos outros trabalhos. Vik fotografou algumas crianças que trabalhavam de forma exploratória em plantações de cana de açúcar e depois decidiu duplicar aquelas fotos, polvilhando-as com açúcar em um pedaço de papel preto. O efeito é fascinante não só pela beleza estética que o açúcar conferiu às fotos, como também pela resposta da arte a um drama social e humano. E como a arte responde lindamente às nossas aflições!

Terra
Aqui Vik Muniz apresenta imagens de terra feitas com canudos e pedaços úmidos de algodão com a ajuda de um pequeno aspirador de pó. O desenho e a terra se unem sobre a tinta, um peixe maravilhosamente se revela, lindo e mágico. De perto não o vemos, mas de longe ele se faz majestoso e pelo. A arte de Vik é efêmera e, ao mesmo tempo, eterna em um paradoxo só dela.

Montinhos
Esta série de fotografias é particularmente original pela combinação de elementos aparentemente desconectados, mas que juntos mostram o quanto todas as coisas têm em comum umas com as outras. Afinal, com quantas coisas aparentemente descombináveis se pode chegar a uma obra de arte? O que um curry em pó tem haver com jujubinhas, espinhos com fusíveis, bebês de plástico com besouros? A resposta é dada por Vik por meio de sua arte. Na arte nada se exclui, as coisas se somam e há lugar pra tudo em um eterno rearranjar de elementos.

Diamantes e Caviar
Algumas das fotografias mais conhecidas de Vik Muniz estão nessa série de obras.
Nelas, Vik buscou uma solução criativa, como sempre, para retratar as divas do cinema. Pensando em todo seu brilho e glamour decidiu retratá-las por meio da beleza do diamante. Elizabeth Taylor fica preciosa e brilha, tal como uma estrela de cinema, tal como um emaranhado de diamantes. Já o caviar é usado por Vik para retratar rostos de monstros e vilões do cinema, um contraponto às divas e ao diamente.

O Depois
Mostrando mais uma vez toda sua percepção social, Vik olha para as crianças órfãs que dormem sob o lençol das estrelas nas ruas da maior cidade do país: São Paulo, e decide tirá-las, ao menos por um instante dali, trazendo-as para o instante eterno da fotografia, colocando-as sob as lentes de uma máquina humana e social. Vik dá um livro às crianças, pede que elas escolham alguma pose e a imitem. A partir daí ele compõe as fotografias com lixo colorido jogado às ruas na quarta-feira de cinzas, logo após o carnaval. A sutileza aqui presente é tocante. Vik escolhe o colorido do lixo porque o que ele mostra são crianças. Crianças devem ser coloridas, mas para aquelas crianças não poderia ser usado um colorido qualquer, já que a elas foi roubada parte de uma infância, elas têm um colorido diferente, é um resto de cor depois da alegria, por isso lixo da quarta-feira de cinzas. Depois do carnaval há apenas um resto da alegria em coloridos que se misturam à, por vezes, fria realidade.

Medusa Marinara
Esta obra une mitologia e modernidade, faz do clássico algo irreverente e único mostrando que a cópia de uma cópia é sempre um original.

Rebus
Outra série de fotografias lindas, pensadas e planejadas. Depois de Mônadas, Vik continua fazendo da parte o todo e agora usa uma variedade de brinquedos para mostrar que só se é jovem uma vez, mas isso pode durar uma vida inteira. São miniaturas de carros, bolas, lápis, cornetas, botões, colheres, garfos, dentre outros, das mais variadas cores e formas dispostos de modo a formar o que Vik quiser retratar.

Quebra-cabeças
Vik une peças coloridas que ilustram o esplendor arquitetônico de cidades idealizadas, civilizações míticas e centros de ensino mostrando que ter é acreditar, afinal, se nenhum lugar é definitivo sua realidade se concretiza nas pinturas, reiterando o tema recorrente de Vik Muniz. É lindo e desafiante, como montar um quebra-cabeça, ver o Jardim das Delícias e A escola de Atenas em meio a peças soltas encaixadas na mente de cada um que olha e admira.

Pigmento
Nesta série, particularmente linda e colorida, é como se a textura da imagem saltasse dos limites da fotografia, fosse maior que o papel, desafiasse a todo instante a nossa percepção.
Vik usa camadas de diferentes pigmentos para preencher pinturas a óleo sem o óleo, incrível o resultado, a ideia de profundidade e beleza que quadros já belos e clássicos como A Catedral de Rouen, de Monet ganharam. A catedral se recriou tanto na luz do dia como nas sombras da noite. A japonesa, do mesmo pintor, também ficou mais viva e colorida com cores tão fortes que, por vezes, poderíamos pensar nem existirem mais assim.

WWW – Imagens de Sucata
Esta fotografia é de uma fidelidade e perspicácia no retrato da modernidade tal como nenhuma outra já criada. Vik dá forma ao mundo utilizando peças de computadores velhos. O Brasil é quase todo de teclados, os EUA ganham forma por meio de vários CPU’s, o mundo vira literalmente um conjunto de peças de computadores tal como é atualmente, afinal, vivemos na era da internet e da globalização. Na era de tantas promessas tecnológicas, o mundo é um amontoado de computadores, mas até agora apenas no terreno das ideias, até um certo fotógrafo decidir transformá-lo de fato em um.

Papel
Nesta série de fotografias, Vik trabalha com os tons da escala de cinza para recriar o conteúdo histórico de algumas fotos. A sensibilidade estética no manuseio dos materiais e sua composição são marcas constantes nos trabalhos do fotográfo e dão a eles uma identidade própria e uma qualidade estética indiscutível.

Poeira
Essas fotografias, como tantas outras surpreendem. Vik é assim, quando se acha que ele já fez de tudo, é bom se preparar porque os olhos ainda não viram nada, ele supera a si mesmo e a nós resta a admiração e o conforto por saber que ainda se fazem artistas de verdade. Aqui, Vik compõe suas fotografias com os sacos de poeira retirados de aspiradores de pó. A poeira produz imagens abstratas, independentes do ambiente a sua volta. É fascinante.

Lixo
Uma das séries de fotografias mais bonitas de Vik Muniz, não só pela perfeição técnica e estética, pela vivacidade e harmonia das cores e pela perfeita combinação de elementos, como também e, principalmente, pela percepção de uma realidade social. Assim como Vik olhou para os meninos de rua da cidade de São Paulo e buscou abrigá-los na fotografia, ele também percebeu as pessoas que trabalham e vivem no Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, o maior depósito de lixo urbano do mundo. A partir desta realidade, Vik fez retratos dessas pessoas em situações alegóricas, utilizando os materiais que elas recolhem para reciclagem.
O próprio artista diz que, ao fazer estas fotografias, teve contato com um lado da vida que ele imaginou que não existisse mais. As fotografias são mais do que simples retratos de uma realidade, elas mostram um sentimento, mostram o que não se vê, o que está por trás da realidade, o que há de invisível aos olhos e visível aos sentidos. Nestas fotos, chinelos contornam as linhas, definem os traços, tampinhas formam e rosto, seus dramas e detalhes. O lixo sufoca o homem, pesa sobre sua cabeça, mas ele resiste abaixo, firme. A mulher continua bela, apesar do lixo, joga seus cabelos feitos de linha e cala pela sensualidade.

Sucata
Nestas fotografias, Vik Muniz faz imensas composições de materiais descartados. No primeiro plano aparecem sempre maiores, no segundo plano são menores dando a ideia de profundidade. O interessante desta série é tentar entender o que a sucata diz a nosso respeito e da nossa atitude diante do futuro. Novamente, o artista recria lindamente clássicas pinturas, agora é a vez de O Nascimento de Vênus, de Botticelli e de Narciso, de Caravaggio.

Earthworks
Trabalhos sobre a terra. Aqui, Vik mostra fotografias grandiosas por meio do real trabalho sobre a terra. As fotografias foram tiradas de helicóptero e os desenhos, inicialmente apenas utensílios domésticos, com cerca de 120 a 180 metros foram feitos utilizando uma escavadeira para que pudessem ser assim gravados no solo de uma mina de ferro brasileira e eternizados na lente. São livros, dedos, pratos com garfo e faca, clips, dente, cachimbo, chupeta, uma carta imensa, pés, uma tesoura cortando a terra e tantos outros brilhos de um artista que também sabe ser grandioso sem perder a graça das pequenas coisas.

Duas Bandeiras
Vik produz duas versões da bandeira americana que sugerem a passagem do tempo e o clico das estações por meio do predomínio de tons de verde em uma e marrons na outra.

Cores
Nestas fotografias, Vik usa a escala Pantone para criar. Ele mostra imagens que evocam seus pixels digitalizados e, no entanto, ainda são reconhecidas como imagem, apesar de sua fragmentação. A presença dos aspectos físicos traz a relação complicada que se estabelece entre objeto e imagem.

Cárceres
Lembram as imagens de linha, mas aqui o que importa é o espaço arquitetônico não a paisagem. A linha não repousa mais em camadas irregulares, ela ziguezagueia tensionada em uma trilha de alfinetes, oferecendo um contraste entre tipos de espaço, trabalhando com a profundidade da perspectiva e a baixa elevação dos alfinetes.

Caminhante sobre um mar de cinzas
Cigarros e cinzas dão vida e realidade a essa fotografia de Vik. Forte e inteligente.

Calda de Chocolate
Vik percebeu que o chocolate era um material pintável, fácil de trabalhar e cheio de associações. Chocolate se confunde com amor, luxo, romance, obesidade, escatologia, mancha, culpa, dentre tantos outros sentimentos que decorrem dele. A série é linda, de dar água na boca.

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Vou me arriscar a falar sobre algo que ainda – destaque-se o ainda – não vi de fato, pessoalmente, a visão foi apenas, digamos, virtual. Mesmo assim, gostaria que os leitores interpretassem este post muito mais como um convite do que como uma análise minuciosa de algo que vi com meus próprios olhos (perdoem-me o pleonasmo).
Lendo e recebendo informações, chegou-me a notícia de uma imperdível exposição de fotografias do fotógrafo Vik Muniz. Embora, pelo que vi e li, discorde que sejam apenas fotografias o fruto de seu trabalho e ele, apenas um mero fotógrafo. Vik Muniz é um artista brasileiro, de renome internacional, que utiliza a fotografia como instrumento básico para ir além, em direção a uma arte que mistura ilusão e realidade, a aparência comum, com a essência inusitada. Ele fotografa os seus trabalhos realizados a partir de técnicas variadas.
Desde já deixo aqui meu aviso aos navegantes: a exposição “Vik”, que conta com 131 obras do artista, é a maior dedicada até então à sua obra e está sendo realizada no MAM, no Rio de Janeiro, onde fica até o dia 8 de março e depois, para alegria dos de cá paulistas, segue para o MASP, Museu de Arte de São Paulo, com estreia marcada para o dia 23 de abril.
Para avivar as vontades e despertar a curiosidade em ver de perto esses incríveis trabalhos; coloco aqui alguns dos presentes que a exposição gentilmente oferece aos seus visitantes (e que a internet por hora me proporcionou).
Abaixo um autorretrato montado com centenas de pequenos objetos coloridos. São miniaturas de carros, bolas, lápis, cornetas, botões, colheres, garfos, dentre outros, das mais variadas cores e formas dispostos de modo a formar um rosto, os olhos, o nariz, a boca e os dedos segurando a testa. De longe, e olhando assim pela foto, parece simplesmente uma mancha colorida, uma imagem comum, que, no entanto, deve surpreender a qualquer um quando se aproxima e se depara com todos aqueles objetos. Vik Muniz parece querer nos dizer que, muitas vezes, aquilo que vemos não passa de ilusão, impressões que são desconstruídas no instante seguinte.

Esta outra fotografia é tão ou mais curiosa que a anterior, exercitei-me olhando-a de longe e depois um pouco mais de perto. Pareceu-me de início uma imagem escura, composta por duas árvores, um lago e um homem. Depois percebi que as árvores, o homem, o chão, são feitos de linhas, exatamente, nossas tradicionais linhas de costura, emaranhadas de tal modo e de tal modo dispostas que se tornam troncos, caules, folhas. São coisas – para alguns falsas – feitas de fios de linha e que, fotografadas, novamente nos iludem, ao mesmo tempo em que se revelam e nos espantam, deixando a fascinação de mais uma ilusão que se desfaz. Talvez a foto, pequena, não revele as linhas que compõem o desenho, mas ela tem aqui o principal propósito de despertar a curiosidade e a vontade para ver a obra de perto, e aí sim perceber suas surpresas.


Vik Muniz também brincou com a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e ao contrário de Duchamp, que lhe pôs bigodes e barbas, ele a refez usando geléia e pasta de amendoim, matérias que só poderiam ganhar permanência na incrível imagem fotográfica.

Vik Muniz oferece outros trabalhos surpreendentemente diferentes ao longo da exposição. Através de uma nova linguagem só possibilitada pela fotografia, ele atualiza obras-primas da pintura (“Catedral Rouen” de Claude Monet, “O Nascimento de Vênus” de Botticelli) não de modo a destruir-lhes todo seu brilho e particular significado, mas visando refazer uma beleza já consagrada com a ajuda de outros materiais extremamente simples – lixo, objetos de plástico, peças de metal – e às vezes também valiosos – como os pequenos diamantes que dão forma ao rosto de Elizabeth Taylor.

É uma daquelas exposições que simplesmente não se pode deixar de ver, talvez esse seja o fato de estar escrevendo sobre ela, mesmo antes de tê-la visto. Pelo que essas e outras imagens me mostraram, pelo que li e ouvi, posso dizer sem medo de me arrepender depois, quando olhar mais de perto, que as fotografias do trabalho deste grande artista promovem um diálogo entre o banal e o poético, o verdadeiro e o ilusório, mostrando que ver, nesse caso, é delírio.

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